São Bernardo Baseball Clube para mim é....

 

        Uma grande família e o palco de onde nasceram meus sonhos, meus objetivos para o futuro.

         Meu irmão Dalton Hatano já jogava beisebol há um tempo e assim meu pai foi empurrando o esporte para dentro de minha cabeça. Lembro que eu não queria ir para o “Campo” (como era chamado nosso SBBC) pois era muito tímida. E em casa eles só falavam de beisebol, tentavam me ensinar as posições, e eu sem interesse algum. Até que meu pai me levou um dia num treino de softbol, mas não me empolguei mesmo assim. Ele me arrastou por muito tempo, ia me acompanhando no começo, e me deu um Glove (luva de beisebol) e uma chuteira, e naquele dia eu pensei: Para que meu pai não fique triste, vou jogar só até quando durar esta luva. Pra minha felicidade, a luva dura até hoje.

            Comecei a gostar tanto deste esporte e levar a sério, que me dedicava dentro e fora dos campos. No meu primeiro jogo me colocaram de pitcher, e até que levei jeito pra coisa,viu!? E até hoje jogo. Mas sempre me dediquei em todas as posições, de tanto amar o softbol. Entretanto, diferente de algumas amigas minhas eu nunca tive o sonho de levar o softbol como uma profissão, não sei por quê.

            Era no “Campo” que estavam muitas das minhas amigas, que adorava passar o tempo. Praticamente todos os fins de semana toda minha família ficava no campo, principalmente quando tinha campeonatos, meu pai ia ajudar no torneio, minha mãe ajudava na cozinha, meu irmão e eu treinávamos e ajudávamos. O beisebol envolveu minha família de tal forma, que nos uniu ainda mais. E onde encontramos verdadeiros amigos.

 Dia das mães e dos pais, era maravilhoso passar entre nossa nova família. As festas de fim de ano e inicio do ano eram as melhores, todos os associados formavam times mistos para brincar de softbol, era muito divertido.

Houve até uma época que montaram um time das mães para competições, e eu nunca ia imaginar minha mãe jogando, mas ela se divertiu e ainda gosta de nos acompanhar.

            Até um seinen-kai (grupo de jovens) formamos com nossos amigos só do SBBC, e até fizemos apresentações e ajudávamos nas festas beneficentes.

            A amizade que tenho daquela época ainda levo, mesmo que não nos encontremos freqüentemente, a amizade persiste, pois éramos irmãos, grandes amigos, uma família de diversos sobrenomes.

            Quando entrei na medicina Mogi, no primeiro dia de aula, perguntei se tinha beisebol na faculdade. O softbol eu já sabia que não teria, então como continuar jogando o que mais amo? Há 5 anos jogo beisebol sendo a única menina do time, e desde que entrei tenho me destacado pelo meu jogo, ainda continuo com a dedicação que tinha no SBBC, e acredito que sempre consegui o respeito como jogador das outras equipes. O que sempre me incentivou na faculdade era ver as pessoas que nunca jogaram na vida, em especial uns amigos meus J. R. Generoso, mas que tinham uma enorme paixão e dedicação nos treinos, que não existe naqueles que jogaram desde a infância. É difícil explicar o brilho nos olhos de quem nunca jogou e passou a conhecer o esporte na faculdade, é recompensador poder ensinar um pouco para aqueles que amam o esporte, muitas vezes mais que eu.

            Em 2007 formei um time de softbol na faculdade, e me orgulho tanto das meninas que compõe o time, pois me fazem lembrar do espírito do SBBC.

            Com o softbol você aprende a conviver em grupo, respeitar as opiniões dos outros, obedecer e respeitar aos mais velhos (hierarquia), ter determinação, querer ganhar, mas sem prejudicar o outro, simplesmente por sempre querer fazer o seu melhor.

            Semana passada foi realizada a Feijoada do SBBC,  fiquei tão feliz por ver pais da minha época que ajudavam ainda o nosso clube. O que me fez sentir ainda parte desse clube. Tenho orgulho em dizer que joguei pelo SBBC.

            Toda vez que entro em campo penso em meu avô paterno, que amava este esporte e graças a ele, meu pai tomou gosto também, jogando pela faculdade, e seus netos conheceram o beisebol, mais ainda conheceram o “Campo”.

            Não vejo em outros clubes este espírito de família que presenciei no São Bernardo, por isso esse clube é especial. Mães, pais, filhos sempre juntos com outras famílias formando uma “grande família do beisebol”.

            Graças ao SBBC e ao que aprendi no softbol organizei junto a S. Shimozato (Beisebol de Mogi das Cruzes) um grande campeonato de beisebol universitário de medicina, que hoje já se encontra em sua 3ª edição. Nada disso teria sido possível, sem minha história passada.

            Somos hoje, o que crescemos e aprendemos ontem, então se hoje sou feliz por tudo que sou e tenho, agradeço também ao SBBC que fez parte da minha vida.

 

 

                       Medicina Mogi Campeã da Copa Méd (Dalton Hatano 1º Ano – Karina Hatano 4º Ano)                                            Essa é minha família

 

 

Enviado por: Karina Hatano

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